rita. @ 18:01

Qui, 25/08/11

Olá! Mais uma vez peço desculpa pelo tempo que estive sem postar. Tive que fazer uma pausa porque prefiro escrever quando estou com vontade do que por obrigação. Aqui está o capítulo. Como estive muito tempo sem vir aqui neste capítulo já revelo o regredo todo. Espero que gostem e, por favor, deixem a vossa opinião porque cada comentário faz toda a diferença para mim :-)

 

7º Capítulo

Bateram à porta e, um bocado a medo, fui abri-la.
- Olá. – Disse Aiden, cumprimentando-me com um beijo na bochecha. – Recebi a tua mensagem e fiquei preocupado.
- Obrigada por vires tão depressa. – Tentei sorrir e continuei, sentando-me na cama – O Tom está cá.
- O quê?! – Perguntou surpreendido – O quê que ele está cá a fazer?
- Veio falar comigo. Encontrei-o no corredor. Disse-me que agora é diferente e pediu-me desculpa.
- E tu? – Perguntou-me olhando-me nos olhos.
- Vim-me embora.
- Já venho Nicci, desculpa.
De repente o Aiden levantou-se e saiu porta fora. Ainda tentei segui-lo, para perceber onde tinha ido mas desisti quando deixei de o ver.


Aiden percorreu todos os corredores à procura de Tom. Sabia que era praticamente impossível encontrá-lo, mas mesmo assim continuou. Miraculosamente (ou não) encontrou-o sentado no chão a olhar para o tecto. Quando Tom o viu levantou-se e começou a falar. Ignorando-o, Aiden encostou-o à parede e hesitou em dar-lhe um murro, afastando-se.
- Eu disse-te para não vires!
- Tinha que vir. Pelo menos para lhe pedir desculpa.
- Não, não tinhas. Eu avisei-te, eu disse-te para te afastares. – Aiden levou as mãos à cabeça e começou a andar em círculos. – Ela estava bem, estava a recuperar e tu estragaste tudo.
Tom não respondeu, apenas continuou a olhar para Aiden.
- Vai embora.
- Não posso.
- Como não podes?! Já te disse que só estás a fazer pior!
- Não posso ir sem falar com ela primeiro. Tenho que lhe explicar o que aconteceu.
- Ela sabe perfeitamente o que aconteceu. Sabe que lhe deste esperanças, que vocês se envolveram, que eu vos apanhei e que tu fugiste com vergonha do que diriam se eu contasse a alguém.
- Eu não vim embora por medo. Vim embora porque ela era demasiado nova e não podíamos continuar com aquilo. E ela sabe, eu disse-lhe antes de vir embora.
- Mas tu não sabes o que lhe fizeste. Não sabes que ela chorou todos os dias até as férias no campo acabarem. Não sabes que a deixaste na lama e que ela ainda sofre por causa disso. Achas mesmo que mereces falar com ela depois do que aconteceu?
- Não, tens razão. Mas podes dar-lhe isto, por favor? Escrevi-o caso não tivesse coragem de falar com ela. – Tom entregou-lhe um papel dobrado em quatro partes meio amassado.
Aiden pegou no papel e guardou-o no bolso. Viu Tom afastar-se e seguiu-o para se certificar que ele abandonava o colégio. Depois voltou para dentro e abriu o papel. Não devia, tinha noção disso, mas leu-o.

“Olá Nicci. Provavelmente vais achar que sou um falhado por não te dizer isto pessoalmente. Desculpa. Se pudesse voltar atrás tinha feito as coisas de outra maneira. Provavelmente tinha esperado que as férias acabassem ou não tinha permitido que a nossa relação evoluísse daquela forma. Mais uma vez peço-te desculpa. Assumo o meu erro e prometo que nunca mais te contacto. Amo-te e nunca te vou esquecer.

                                                                                            Tom”
 

Aiden ficou ainda mais frustrado quando leu o papel. Não sabia o que fazer com ele e voltou a guardá-lo para depois decidir. Enviou uma mensagem a Nicci:

 

“Onde foste?”

 

“Tratar de uns assuntos, desculpa. Tenho uma aula agora, queres que falte para estar contigo?”

 

“Não, deixa estar. Encontrámo-nos depois.”

 

“Ok, até logo.”